Recentemente descobri que mesmo em plena era da internet, as pornochanchadas ainda fazem parte da iniciação sexual de vários adolescentes Brasil afora, mesmo com a vasta gama de filmes e fotos online, para todos os gostos e para todas a taras possíveis...
Assim, resolvi tirar minhas velhas fitas VHS do fundo do baú e revisitar diversos filmes que povoaram a imaginação de milhares de garotos que hoje devem estar na casa dos trinta e poucos anos para cima. Quem nessa idade, não ficava horas esperando as sessões da madrugada, à espera de um peitinho, um nú frontal ou até mesmo de uma cena softcore? Isso já era o máximo! Era o tema preferido da molecada na escola no dia seguinte.
O que acabou ficando para a posteridade, foram (para variar) as cenas de putaria e a linguagem chula tão características dos filmes de Neville, que na minha opinião foi o grande contribuidor para a adoção deste “padrão”do cinema brasileiro. São inesquecíveis cenas como a do trenzinho formado nada mais nada menos pelo Cláudio Mamberti e o Jardel Filho de ceroulas, puxado pela Norma Bengell (cafetina de luxo) entoando o canto: “Empurra, empurra, empurra a carrocinha, empurra minha gente que a pipoca tá quentinha.”
Eu, que nessa altura (primeiros vestígios da puberdade) já estava com a mão na massa, tive um súbito ataque de risos em plena madrugada, que custou-me tempo para retomar de onde eu havia parado... Porém, nada que não fosse consertado ao ver a (divina) Christiane Torloni sendo engatada... Aliás, que sujeito iluminado esse Joel Barcellos! O cara teve a natureza e a genética em seu desfavor – feio como um jaburu, assemelhava-se ao Gyodai. Mesmo assim conseguiu estabelecer-se como um ator cult, inclusive no cinema italiano e francês, bem como traçou em cena mulheres maravilhosas, como a própria Torloni e comprovadamente a Denise Dumont que era um “pitéu”: Branquinha, delicada, mocinha de novela das 6hs... Aquela cena clássica do “ménage à trois”, o que foi aquilo, meu Deus??? No dia em que vi aquilo, senti um misto de sensações espalhadas nos meus parcos dez anos de existência. Se por um lado levantei as mãos para o céu, agradecendo pela existência da pornografia, por outro não posso negar que me traumatizou em ver a Denise Dumont (ex-mulher do ator Cláudio Marzo), que sempre fizera papéis de mocinhas puras e imaculadas nas novelas da Globo, sendo penetrada (literalmente) por trás pelo Barcellos, enquanto simulava felação no Pedrinho Aguinaga (galãzinho das pornochanchadas na época, havia sido eleito “O homem mais bonito do Brasil”no programa do Flávio Cavalcantti). Acho que muitos tiveram reações semelhantes ao verem a performance da Lucélia Santos em “Bonitinha,mas ordinária”. A cena, não resta dúvida, foi levada ao extremo. Foi real. Segundo o próprio Diretor Neville, a cena foi gravada de uma (hahaha) tacada só. O gaiato do Barcellos ficou tão excitado que não resistiu aos encantos da retaguarda rósea da Denise e mandou ver!!! Em dado momento, seu membro enrijecido escapa e passa direto por entre as nádegas da atriz, ficando visível no take... O diretor, impressionado (e extasiado) com o realismo deixou a cena intacta, para delírio dos pornógrafos de plantão. A intensidade foi tamanha, que eu por alguns momentos pensei que iria sobrar inclusive para o cão dinamarquês que era o único espectador da ação... Não sei se é mera impressão minha, mas acredito até hoje que o cachorro estava excitado quando os três deixaram a piscina ao fim da cena.
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